Se formos analisar e buscar esta resposta através das visões das tradicionais escolas das Relações Internacionais, levando-se em conta que a crise tem origem nos países comandados pelos “loiros de olhos azuis” (muito embora este nem mais seja o caso dos EUA), a solução deveria partir e ser imposta por um país desenvolvido, como diriam os Realistas. Se Estados são formados e comandados por indivíduos, e esses indivíduos são individualistas por natureza (com o perdão do trocadilho), tensões e situações de conflito de diversas ordens tendem a ocorrer todo o tempo e disputas, e mesmo guerras, são sempre iminentes, dentro da lógica de que um navio com dois comandantes não funciona. Ou seja, o sistema demanda lideranças.
Por outro lado, nas situações de conflito, como as guerras, não existem vencedores, apenas graus variados de perda, diriam os liberais. Diriam ainda que cooperação gera confiança. Confiança essa que, é justamente, a causadora da crise atual (no caso, a falta dela). A solução então deveria ser a cooperação e o comércio entre os países. A velha fórmula da economia de que gastar dinheiro faz a roda girar, gerando mais dinheiro. O problema é: se todos começam adotando medidas protecionistas, quem será o primeiro a “dar a cara a tapa”, abrir seus mercados e girar a roda da economia se não existe garantias de que os outros países farão a mesma coisa? Ou então, quem seria o país com poder suficiente para tomar a frente no processo de ditar as novas ordens econômicas, como fez os EUA no pós 2ª Guerra Mundial? Seriam os próprios EUA, com tantas instituições que, outrora eram consolidadas, milionárias e simbolizavam o poder americano como GM, AIG Seguradora e bancos como o Lehman Brothers, e agora estão todos falidos e urrando desesperadamente por dinheiro público?
Uma coisa parece certo: a solução deve partir de esforços multilaterais. E como toda crise pode vir a ser uma oportunidade, esta é uma boa hora para revermos e melhorarmos nossas relações no Mercosul e buscarmos (Brasil) uma posição de maior destaque e relevância no cenário internacional que, de fato merecemos e inclusive já vem crescendo nos últimos anos. Afinal de contas, além do aumento da participação brasileira no novo FMI através de empréstimos que o governo brasileiro fará (o que chega a ser “chique”, na visão do nosso presidente), galgamos também uma vaga no conselho de segurança, etc.
Deixando o bairrismo de lado, o momento é de rezarmos e torcermos para um bom entendimento entre os países, culminando em soluções conjuntas e ganhos também.
João Gabriel C. Maia
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