(Barbara Sagioro)
Em meio a atual crise econômica mundial, muito se discute sobre qual será a estratégia adotada pelos Estados Nacionais. Será ela marcada pelo aumento da cooperação ou, pelo contrário, pelo fechamento ? Existiria o risco de que a onda protecionista iniciada recentemente venha a crescer ainda mais ?
De modo geral, os países apresentam a tendência de sempre querer proteger suas economias em situações de perigo ou risco, como no caso de uma recessão. Na situação atual, a tendência será, num primeiro momento, de ceder às tentações de proteção dos mercados domésticos dos produtos estrangeiros, através da adoção de barreiras comerciais, sejam elas tarifárias ou camufladas sob alguma outra modalidade. Também pode-se esperar a diminuição dos níveis de cooperação em outros âmbitos, até mesmo naqueles envolvendo crises humanitárias.
Mas, certamente, a melhor maneira de lidar com a crise e minimizar seus efeitos não é através de medidas defensivas com relação ao mundo exterior, como as atitudes unilaterais e as medidas protecionistas, mas sim através da cooperação internacional. A história parece demonstrar que fechar-se sobre si mesmo não gera efeitos positivos de longo prazo, tanto para o coletivo internacional como para cada Estado isoladamente.
A crise tende evidenciar essa percepção, inspirando uma nova fase. Uma fase de cooperação e maior entrosamento entre os países na busca de soluções, na busca de uma forma de transformar uma grande crise mundial numa oportunidade de crescimento, através de maiores integração e cooperação.