Para quem habita o mundo das Relações Internacionais, ciência, disciplina ou área de estudo, mas no fim sempre um discurso, a ocupação primordial parece ser o exercício de explicar e prever, de organizar o passado ao longo de uma linha narrativa de acontecimentos encadeados e, então, traçar cenários.
O que não significa outra coisa do que entender a dinâmica reinante nos espaços internacionais, com seus fluxos e relações. Para estas duas tarefas, explicar e prever, são necessárias hipóteses, teses e teorias, são necessários recursos explicativos que atuem sobre algo que poderíamos chamar de "a mecânica do mundo", com suas dinâmicas, tendências e determinantes.
Seria isso que pretendemos nesse espaço: exercitar nossa convivência com teses e compartilhar os resultados desse percurso, organizar e praticar os discursos que procuram dar sentido às relações internacionais de hoje.