A reunião do G-20 trouxe para a pauta algumas questões sobre a grande crise econômica mundial e sobre as formas de amenizá-la. Foi de grande importância a união de países de primeiro mundo e dos países em desenvolvimento para formular estratégias de ação conjunta e definir os próximos passos a serem tomados diante do caos na economia mundial. Muitos países têm adotado medidas protecionistas como forma de defesa da crise, para que a balança comercial de seu país não seja afetada com a diminuição do comércio internacional.
Na visão dos teóricos realistas, os países tendem a praticar o protecionismo, caso seja necessário, uma vez que os Estados privilegiam o interesse imediato, em termos de bem estar e segurança. A cooperação, para os analistas realistas, sempre acaba dificultada pela natureza insegura do sistema internacional, onde os atores são movidos pela lógica dos ganhos relativos. Assim, os ganhos menores, mesmo que favoreçam certos países, tendem a serem vistos, na realidade, como uma perda.
Já para as análises de inspiração liberal, após a reunião do G-20, os países tendem a cooperar sempre, em função do propósito de obter ganhos mútuos. A análise liberal acredita na racionalidade como característica básica da humanidade, já que um fluxo de comércio mais intenso favorece a paz. O aumento do comércio internacional e o aumento de parcerias bilaterais e multilaterais entre os países seria uma forma de combater a crise através da cooperação. Os liberais acreditam ainda, que instituições internacionais podem mudar e influenciar positivamente as relações entre os Estados.
Nessa perspectiva, a presença de instituições que favoreçam a reciprocidade e a confiança mútua é fundamental. Muitas vezes instituições ou organizações internacionais sustentam as relações contínuas entre os países que facilitam a cooperação. Assim, a reunião do G-20, ocorrida no último mês de abril em Londres, além de definir formas de maior cooperação e integração entre os países, também levou em conta a possibilidade de reforma das instituições internacionais. Também foi definida uma ajuda monetária para créditos à exportação e empréstimos para países mais pobres, através do FMI.
De acordo com os analistas estruturalistas, o meio internacional é visto como ameaça para muitas economias, tendo em vista a contradição de interesses entre as economias centrais e as demais, dependentes. Para eles, a dinâmica de acumulação econômica determina uma estrutura de poder, sempre concentracionsta, e por isso, no G-20, os países que detém este poder econômico tendem a determinar as posições e estratégias prioritárias a serem tomadas.
Entretanto, pelo fato do G-20 ser constituído por países de grande importância no cenário internacional, não incluindo outros países de menor poder econômico, as decisões não deverão ser concentradas em um só país, devendo depender de um acordo conjunto, o que torna a tarefa bastante complexa.
Como para os estruturalistas a ordem é garantida através da hegemonia de um centro de poder, a reunião do G-20 em Londres deve provar que apenas um país não deverá ser capaz de resolver os problemas coletivos isoladamente, ou seja, sem a ajuda e cooperação dos demais. O centro do poder do sistema mundial estará na cúpula do G-20, mas agora de maneira mais diluída, e não concentrada ao redor de um país específico dentro deste grupo.
Atualmente, o G-20 buscaria administrar, segundo a leitura estruturalista, as mudanças estruturais no contexto internacional, que obedeceriam ao ciclo histórico do capitalismo. Mudanças no sistema monetário internacional seriam indispensáveis para amenizar e superar a crise.
Finalmente, para as interpretações construtivistas, o meio internacional é neutro, ou seja, ele é aquilo que fazemos dele. O mundo em que vivemos é aquele construído por nós. Desta forma, se a escolha predominante apontar no sentido da cooperação, os países irão cooperar. Assim, o sistema internacional pode variar do conflito à cooperação. Mesmo que, da mesma maneira que os realistas, os construtivistas acreditem que o Estado nacional seja a única unidade na estrutura política internacional, muita importância também é dada ao papel dos atores não estatais nas relações internacionais.
No caso específico da crise, o poder seria constituído principalmente por idéias e contextos culturais e, assim instituições como o FMI não seriam então o melhor canal para a solução da crise. A melhor solução seria o desenvolvimento de uma identidade coletiva, baseada na participação mais efetiva da sociedade civil internacional, para servir de base aos interesses comuns.
O mais interessante, após analisar cada teoria citada acima, é a similaridade de cada uma em relação à algum ponto no cenário atual e na estrutura internacional. Todas as teorias levantam pontos de extrema importância para o funcionamento das relações internacionais, mostrando que não existe uma só verdade e sim várias alternativas verdadeiras na dinâmica desse sistema.
Na visão dos teóricos realistas, os países tendem a praticar o protecionismo, caso seja necessário, uma vez que os Estados privilegiam o interesse imediato, em termos de bem estar e segurança. A cooperação, para os analistas realistas, sempre acaba dificultada pela natureza insegura do sistema internacional, onde os atores são movidos pela lógica dos ganhos relativos. Assim, os ganhos menores, mesmo que favoreçam certos países, tendem a serem vistos, na realidade, como uma perda.
Já para as análises de inspiração liberal, após a reunião do G-20, os países tendem a cooperar sempre, em função do propósito de obter ganhos mútuos. A análise liberal acredita na racionalidade como característica básica da humanidade, já que um fluxo de comércio mais intenso favorece a paz. O aumento do comércio internacional e o aumento de parcerias bilaterais e multilaterais entre os países seria uma forma de combater a crise através da cooperação. Os liberais acreditam ainda, que instituições internacionais podem mudar e influenciar positivamente as relações entre os Estados.
Nessa perspectiva, a presença de instituições que favoreçam a reciprocidade e a confiança mútua é fundamental. Muitas vezes instituições ou organizações internacionais sustentam as relações contínuas entre os países que facilitam a cooperação. Assim, a reunião do G-20, ocorrida no último mês de abril em Londres, além de definir formas de maior cooperação e integração entre os países, também levou em conta a possibilidade de reforma das instituições internacionais. Também foi definida uma ajuda monetária para créditos à exportação e empréstimos para países mais pobres, através do FMI.
De acordo com os analistas estruturalistas, o meio internacional é visto como ameaça para muitas economias, tendo em vista a contradição de interesses entre as economias centrais e as demais, dependentes. Para eles, a dinâmica de acumulação econômica determina uma estrutura de poder, sempre concentracionsta, e por isso, no G-20, os países que detém este poder econômico tendem a determinar as posições e estratégias prioritárias a serem tomadas.
Entretanto, pelo fato do G-20 ser constituído por países de grande importância no cenário internacional, não incluindo outros países de menor poder econômico, as decisões não deverão ser concentradas em um só país, devendo depender de um acordo conjunto, o que torna a tarefa bastante complexa.
Como para os estruturalistas a ordem é garantida através da hegemonia de um centro de poder, a reunião do G-20 em Londres deve provar que apenas um país não deverá ser capaz de resolver os problemas coletivos isoladamente, ou seja, sem a ajuda e cooperação dos demais. O centro do poder do sistema mundial estará na cúpula do G-20, mas agora de maneira mais diluída, e não concentrada ao redor de um país específico dentro deste grupo.
Atualmente, o G-20 buscaria administrar, segundo a leitura estruturalista, as mudanças estruturais no contexto internacional, que obedeceriam ao ciclo histórico do capitalismo. Mudanças no sistema monetário internacional seriam indispensáveis para amenizar e superar a crise.
Finalmente, para as interpretações construtivistas, o meio internacional é neutro, ou seja, ele é aquilo que fazemos dele. O mundo em que vivemos é aquele construído por nós. Desta forma, se a escolha predominante apontar no sentido da cooperação, os países irão cooperar. Assim, o sistema internacional pode variar do conflito à cooperação. Mesmo que, da mesma maneira que os realistas, os construtivistas acreditem que o Estado nacional seja a única unidade na estrutura política internacional, muita importância também é dada ao papel dos atores não estatais nas relações internacionais.
No caso específico da crise, o poder seria constituído principalmente por idéias e contextos culturais e, assim instituições como o FMI não seriam então o melhor canal para a solução da crise. A melhor solução seria o desenvolvimento de uma identidade coletiva, baseada na participação mais efetiva da sociedade civil internacional, para servir de base aos interesses comuns.
O mais interessante, após analisar cada teoria citada acima, é a similaridade de cada uma em relação à algum ponto no cenário atual e na estrutura internacional. Todas as teorias levantam pontos de extrema importância para o funcionamento das relações internacionais, mostrando que não existe uma só verdade e sim várias alternativas verdadeiras na dinâmica desse sistema.
(Nicole Guaraná Ferreira)
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