(Nicole Guaraná)
Com o agravamento da crise econômica mundial, os países tendem primeiramente a se proteger, adotando medidas que podem ter como conseqüência até mesmo, num grau extremo, o total fechamento das fronteiras comerciais. Isso já aconteceu na década de 1930.
Nos Estados Unidos, o novo presidente Obama tem tomado medidas de caráter protecionista para tentar assegurar para os produtos das empresas americanas um nível mínimo de participação nos mercados. Não é um bom sinal.
Também os blocos regionais, como o MERCOSUL, devem resistir à tentação protecionista, mantendo a cooperação interna, para que a recessão não se agrave ainda mais na economia da região. Esta interação regional é muito importante para o desenvolvimento da economia de países emergentes como o Brasil, com elevada concentração regional do seu comércio exterior.
O mesmo raciocínio é válido para o caso de outro grande bloco regional, a União Européia, que enfrenta problemas maiores nesse momento de crise. As decisões comunitárias devem continuar privilegiando os objetivos coletivos, apesar das demandas individuais imediatas de cada país membro, em função da crise. Por utilizarem a mesma moeda devem agir em juntamente para que não haja uma grande desvalorização, pois existe a tendência de que o comércio externo do bloco diminua, em função das práticas de protecionismo que se multiplicam.
Os países em desenvolvimento deverão cooperar e procurar a integração como estratégia para se manter mais fortes no mercado mundial. Os países ricos tendem, como primeiro reflexo, a se fechar para proteger comércio e indústrias, buscando sustentar o fôlego diante da recessão.
A médio prazo, quando os países se sentirem melhor protegidos e preparados para superar a crise certamente irão retomar as negociações e reabrir suas fronteiras comerciais para o mundo. Mas, no curto prazo, a racionalidade dos Estados tende a ser egoísta, ou imediatista, visando atender somente os seus próprios interesses de curto prazo. Porém, diante do moderno cenário político econômico mundial, parece impossível agir de forma individualista, tendo em vista que todas as economias estão de certa forma interligadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
olá, deixe o seu comentário !