(Fernando PADOVANI)
Primeiro de Abril, data de inauguração da cúpula do G-20. Talvez seja mesmo a data mais apropriada para o início de uma reunião marcada pelo sentimento da dúvida. Em Londres, pretende-se reiterar o compromisso coletivo em prol das iniciativas de coordenação de políticas para combater a recessão mundial, reafirmando as intenções de cooperação num momento de crise e dúvidas.
Paira sobre a economia mundial a ameaça de confusão sobre quais são as prioridades para a ação, mas também a ameaça de multiplicação de iniciativas de protecionismo no comércio internacional, de instabilidade nos pactos de integração regional (em função dos desajustes externos).
A importância das iniciativas de cooperação neste momento de grave crise mundial parece, pelo menos no nível retórico, inquestionável. Mas, no plano da mobilização efetiva da ação coletiva internacional, a concretização de concessões de graus de autonomia para escolher medidas individuais de ajuste, em detrimento de benefícios coletivos advindos de ações cooperação, bem como a operacionalização de estratégias consensuais, parece ainda uma questão não tão pacífica assim.
O que trará a crise mundial para o sistema das relações internacionais ? Individualismo, imediatismo e unilateralismo ? Ou serão as tendências de uma outra ordem totalmente distinta, onde prevalecem a cooperação, a coesão, o multilateralismo e o longo prazo ?
Qual é a sua aposta, a respeito do homem e das comunidades ? De que é feito o medo, e as relações internacionais ?
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